Leé esta entrevista en portugués: 2009, o ano da Marcha Mundial pela Paz

Esta entrevista fue publicada en forma exclusiva por MDZ, pero fue levantada por medios de diversas partes del mundo. Aquí, la versión en portugués publicada en Brasil.

Durante 2009 rodará pelo mundo a primeira Marcha pela Paz e a Não Violência. Seus objetivos são tão amplos e utópicos quanto necessários. A aposta é tão grande e mobilizadora como aparenta. E sua organização é tão minuciosa como deve ser, levando em conta que busca, simbolicamente, tanto fazer pressão como mudar o eixo do globo.

O primeiro passo foi dado na cidade argentina de Mendoza em novembro do ano passado. Naquele momento, integrantes do Movimento Humanista fizeram o lançamento da marcha em Punta de Vacas, localizada no coração da cordilheira dos Andes. Representantes de diferentes países estavam presentes. Entre eles, o organizador da marcha, o espanhol Rafael de la Rubia.

De la Rubia é um entusiasmado militante social que tem em suas mãos nada mais, nada menos que a função de tecer a trama de um movimento que percorrerá, pelo menos, 90 países. E por enquanto tem se saído bem nas estapas que antecedem a marcha, já que a cada día novos países e personalidades das mais diversas especialidades e origens estão aderindo à lista, o que confere à iniciativa uma maior capacidade de mobilização.

Entre os que aderiram à marcha estão os escritores  José Saramago e Eduardo Galeano; o bispo sul-africano Desmond Tutu; o ex-titular da Unesco Federico Mayor Zaragoza; o músico israelense Zubin Mehta; o cantor catalão Joan Manuel Serrat; o bailarino argentino Maximiliano Guerra; o chileno Ángel Parra; a Associação Mundial de Radios Comunitárias e o líder da esquerda chilena e candidato à presidência Tomás Hirsch.

Entre suas definições mais importantes, está a que afirma que a crise financiera mundial, “como todas as crises deste tipo, sempre terminam em confrontos bélicos”. Mas ele também apontou como estamos longe de alcançaar a paz mundial: disse que os governos investem em políticas de igualdade social um quarto do que foi investido para salvar o mercado financeiro. "o mundo carecia da violência gerada pela pobreza".

Comunidad Segura covnersou com Rafael de la Rubia na cidade de Mendoza, junto com o diário local MDZ.

Quando começa a marcha?

A marcha já começou… Desde o momento em que anunciamos que ia ser realizada. Fizemos em Milão o lançamento para toda Europa e em Buenos Aires para a América Latina. Claro, para muitos de nós já começou porque estamos em plena marcha de divulgação, mobilização, e gerarção de apoio e inquietude. Os próximos locais são Nairóbi, capital do Quênia, onde faremos o lançamento para a África. O lançamento da marcha mundial propriamente dita será no dia 2 de outubro de 2009.

O que esperam encontrar no caminho?

Quando decimos que temos que criar uma consciência, o fizemos porque vemos que a idéia de paz continua associada só à ausência de guerras. Mas existem outras violências: a violência econômica, da fome, de gênero, a violência doméstica, intrafamiliar, a discriminação religiosa, de raça ou pelo que seja.

Porque morrem mais pessoas por causa dessas violências do que pelas guerras, não se pode dizer que suas populações vivam em paz…

Então, essas populações têm todos os problemas de violencia, mas é difícil para os Estados admitir às vezes desde pequenas violências até a própria corrida nuclear que está em curso no mundo.

Quer dizer que existe uma real posibilidade do retorno das guerras clássicas, mas em escala nuclear?

Estamos muito próximos dessa posibilidade.

Não seria um exagero afirmar isto?

Olhe, não é um tema que toque a sociedade e muito menos que entre na agenda dos governos, mas no meio deste terrorismo semântico de que se utiliza a diplomacia, quando se referem a este tema, chamam de “golpe nuclear”. Claro, para quem não está atento, isso não diz nada. Temos que recordar que as grandes guerras que tivemos na Europa foram deflagradas por disputas econômicas. É muito perigosa esta situação em que estamos.

E quais são as propostas da marcha para solucionar esses problemas?

Bem, eu acredito que as pessoas estão dando diariamente novas receitas de como responder de maneira não violenta aos problemas que têm. Claro, nem todo mundo. Quer dizer, a quantidade de ações que estão sendo desenvolvidas para viver de outra maneira é incalculável…

Mas não conhecemos quais são…

Mas é porque não são divulgada da mesma forma que as outras, as mais terríveis e violentas! Só se divulga o violento e existe uma cultura do eficaz, do imediato e uma cultura de poder, também, que vêm em cadeia. Apesar de se falar em democracia, de participação, etc, a realidade não é essa. O que acontece é que estamos chegando a um límite muito perigoso.

Como o senhor acha que se dará esse “golpe”?

Bem, os primeiros afetados serão, precisamente, os países emergentes, estes que não causam problemas agora com a desculpa de que não têm armas nucleares. O africanos, os latino-americanos… Hoje os problemas se globalizam e não podemos dizer que o que acontece em outro lugar não nos afetará.

Qual é o obejtivo da marcha?

Vai colocar ênfase em se resolver as violências. Esse é o objetivo primário: gerar consciência no mundo sobre o problema. Temos que unir uma “metodología de não violência” à paz.

E como se faz isso?

A ação desenvolve a paz a a amplia. Não é casual que iniciemos a marcha na Praça de Gandhi, na Nova Zelândia e que a terminemos em 2010 em Mendoza, en Punta de Vacas.

Como se dará a evolução da marcha?

Será eso, movilizaciones que se irán corriendo por todos los continentes y que contendrán a pequeñas marchas locales, actos, pronunciamientos, participaciones artísticas y sociales.

Existe a aspiração de dar a volta ao mundo?

Várias vezes e de formas diferentes. Percorreremos 160 mil quilômetros, só para você ter uma idéia da dimensão que está tomando, em julho os países a visitar não chegavan a 40 e já são 90 os incluídos na agenda, e têm surgido iniciativas de apoio em cada um deles.

Esta marcha é uma atividade política própria do Humanismo?

Existem organizacções muito diferentes e muito diversas em todo o mundo. Desde as Avós da Praça de Mayo na Argentina, até a Anistia Internacional no Chile, atores, músicos, personalidades como José Saramago, Maximiliano Guerra, Alejandro Jodorosvky, Ariel Dorfman, intelectuais… Tem gente de todo o mundo; umas 250 organizacões até agora.

Qual seria a primeira medida concreta que pediriam ao mundo?

Eliminar as bases militares. E, obviamente, com um quarto do gasto militar ou da ajuda que foi dada às instituições financeiras, poderia abrandar-se a fome.

Traduccón: ComunidadSegura.org (Brasil)

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